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Teatro Independente de Oeiras

Programação

2024

H2ÓÓ

No princípio era a água, era o embalo, o aconchego. Depois as brincadeiras, o chapinhar do banho, a magia das gotas, o som do mar, o frio nos pés ao tocarem as ondas. A água é o primeiro ninho do bebé, é maternal por natureza, um colo que ele reconhece ao primeiro suspiro. Os olhos fecham, o som adormece, os salpicos transformam-se em magia. O mundo dos sonhos está em estado líquido, puro e cristalino. H2óó vai acordar…

Os Miaus

Corria o ano de 1875. Os homens usavam cartolas e bengalas, as  senhoras corpetes e saias de balão e os gatos… Bem, os gatos também usavam tudo isto! Pelo menos, na nossa história.

A célebre família dos Maias ganha pêlo, bigodes e garras afiadas e transforma-se na família dos Miaus, gatos com história e histórias para contar, não muito diferentes das vividas pelas personagens de Eça de Queirós, mas agora contadas às crianças, de forma simples e divertida.

Naquela que será uma primeira abordagem aos clássicos portugueses, que mais tarde farão parte do conteúdo programático escolar, o que se espera de Os Miaus é que promovam a leitura e ensinem, brincando. E não será esta a melhor forma de aprender?

História de Nós 2

Edu é um homem dividido entre o desejo de ascender profissionalmente, a vontade de manter um casamento e o sonho de se manter eternamente livre. Já Lena é uma mulher ‘partida’ entre carreira, maternidade e paixão.

Dois personagens que, em cena, transformam-se literalmente em seis: Edu, Duca, Carlos Eduardo, Lena, Mammy e Maria Helena, dando corpo e voz às diferentes ‘facetas’ de um mesmo homem e uma mesma mulher.

A história mistura essa mudança de fases dos personagens e mostra um casal com opiniões divididas. O espectáculo decorre na noite em que Edu, separado de Lena há algum tempo, vai buscar os seus últimos pertences ao apartamento.

O derradeiro encontro do casal converte-se num ajuste de contas a um só tempo cómico e emocionante, onde tentam descobrir quem afinal causou a separação: a mulher, a mãe, a advogada bem-sucedida ou o marido, o adolescente eterno, o publicitário workaholic.

25 de Abril - O Musical

Abril MUDANÇAS 1000

Filme de uma vida, documentário de um país, fotografias de uma revolução.

Resultado, um Musical!

Os olhos de um menino acordados na madrugada registaram o dia. O sonho de muitos alimentou o seu. João, o menino, andou pela Revolução de mão dada com a Liberdade procurando a mãe. João, o menino, correu numa Lisboa a preto e branco pintada unicamente pelo vermelho que o acaso chamou cravo. O vermelho que se fez verde de esperança!

Hoje, João, o homem, numa viagem de volta visita aquela quinta-feira revivendo a sua própria vida!

Um encontro improvável num dia nada anunciado, mas há muito desejado!

Um espectáculo que se cruza entre a realidade e a ficção, entre as imagens históricas e a história de um menino que viveu o dia 25 de Abril de há 50 anos.

Um musical onde as memórias são quem mais ordena e onde fica a certeza de que nada é adquirido para sempre e que por muito finas e transparentes que sejam as barreiras que nos queiram impor de forma a cercear a Liberdade e a Democracia, só há uma forma de lidar com elas, recusá-las destruindo-as!

Bem-vindos, ao dia 25 de Abril de 1974! Um dia na vida de um país, um dia na vida de um menino.

O Recém Nascido

Quem se lembra do próprio nascimento? Ninguém. Mas eu lembro-me do meu.

Lembro-me de todos os detalhes; do meu nascimento e da minha infância.

E posso garantir: eu era muito mais feliz antes de nascer! “Vida boa” era a minha quando eu estava guardado ainda dentro da minha mãe! Silêncio, sossego, serviço de quarto… Aqui fora: barulho, confusão, bando de ladrões…

Eu sinto-me exilado no mundo. Mas se viver é obrigatório, temos ao menos o consolo da comédia.

Refugiado

Epopeia de uma Fuga

Espetáculo de teatro construído a partir do relato de um homem que foge do seu país de origem, onde a vida se tornou um inferno, para procurar um futuro possível noutro lugar.

O ator/refugiado, só em cena e no seu destino, carregando o desespero e o desejo da fuga, quer passar, quer chegar ao outro lado da terra, do mar, da fronteira e da vida.

Entre ele e o espaço sonhado, um mundo de barreiras quase intransponíveis. Ele revive e relata-nos o caminho, o trajeto, o próprio ato de caminhar, viajar, atravessar, na esperança de uma sobrevivência e de uma chegada à “cidade do mundo rico”, para “o recomeço de uma vida nova”.

A viagem é tanto exterior, no confronto com todos os perigos e todas as lutas, como também interior, dentro do que o personagem sente, reflete e experimenta.

O texto fala-nos dos dilemas interiores, do sofrimento, do rompimento operado com o lugar de origem e da sua relação com Deus, “esse eterno ausente”. Este Refugiado não é somente alguém, ele é todos nós!

Mais Vale (Des)Esperar Sentado

Duas personagens (João e Inês) aguardam, numa sala de espera das urgências hospitalares, pela sua vez de serem chamados, no entanto situações inesperadas e um rececionista tão versátil quanto desleixado farão com que a espera se alargue e a tão esperada consulta fique cada vez mais longe de se realizar.

Esta comédia pretende ser uma crítica e simultaneamente uma sátira ao serviço nacional de saúde cuja falta de qualidade é cada vez mais testemunhada, espelhando algumas peripécias com as quais os utentes se embrenham e deparam. De um outro ponto de vista, também são criticadas as instituições em geral. Estas, numa tentativa de trazerem ordem à sociedade, acabam por gerar um enorme caos e uma exasperante demora com todos os procedimentos e normas que criam e exigem.

Contrariamente às obras de Franz Kafka (que costumam criar cenários de pesadelos), esta peça pretende expor o absurdo e o ridículo das circunstâncias geradas pelos processos burocráticos, revelando o seu lado cómico. A espera das personagens também pode ser vista como uma metáfora para a vida, considerando que todos nós nos podemos imaginar constantemente à espera de algo (ou alguém).

As Cores do Preto e Branco

Na vila Dominó, tudo é fácil de decidir. Ou preto, ou branco.

A rotina das únicas três habitantes desta vila torna-as cada vez mais centradas nelas próprias. Doroteia, Miriam e Norberta já sabem tudo o que há para saber sobre a vila Dominó.

As casas são desenhadas a carvão, a relva é cinzenta e por vezes, quando chove, fica mais escura, as flores têm tons acinzentados, pretos e brancos, e o sol ilumina tudo com a sua luz forte e, claro, branca.

E é num desses dias de sol branco e céu cinzento, que as três habitantes da vila Dominó se deparam com uma pequena árvore que decidiu nascer mesmo no meio da praça principal. Uma árvore que tudo teria para ser uma árvore normal não fosse um pequeno pormenor: é a árvore mais colorida que alguma vez existiu com flores das mais variadas cores.

Um musical para toda a família que traz uma pequena reflexão para “miúdos e graúdos” e que nos envolve naquele que seria um mundo ideal, onde o que importa é o respeito, a aceitação da diferença e a empatia que devemos ter por tudo e todos aqueles que nos rodeiam, independentemente da sua “cor”. Afinal, nem tudo tem de ser preto ou branco.

Anónimo Não é Nome de Mulher

Partindo de factos históricos e das vidas reais de mulheres, Anónimo Não é Nome de Mulher resgata histórias silenciadas e confronta-nos com os resquícios de um tempo (afinal) não muito longínquo.

Com duas atrizes, que se desdobram em sete mulheres, em palco o espetáculo aborda temas como maternidade, violência, relações amorosas, hierarquização da sociedade, direitos conquistados, perdidos e por conquistar.

No hospício de Santa Teresa, duas mulheres internadas debatem-se com as suas dores, dúvidas e sonhos em cacos. Uma trabalhadora testemunha o impensável e questiona o seu papel. Uma mãe espera. Uma médica reduz pacientes a números. Uma autarca zela pela ‘máquina’ oleada do regime.

Naquele lugar desumanizado, surge, no entanto, esperança: poderá a bondade vencer a opressão? Enquanto estas vidas se enovelam, outra mulher narra a sua história. Amor e violência, loucura e verdade, fama e solidão, violência e feminismo. A História aqui tão perto. Por dentro de nós. Assim, mais do que uma peça sobre o que é ser mulher, Anónimo Não é Nome de Mulher é uma reflexão sobre democracia (e a sua fragilidade), liberdade (e os seus limites) e igualdade (e o seu contrário).

Acolhimento condicionado ao apoio da DGArtes.

Diário de Pilar na Amazônia

Viajando a bordo da rede mágica, em mais uma aventura de tirar o fôlego, a destemida Pilar faz ecoar um apelo para que sejamos mais actuantes na preservação do nosso planeta.

Preocupados com as consequências nocivas do desmatamento, Pilar, Breno e o gato Samba transportam-se para a floresta amazónica, onde ficam amigos de Maiara. Juntos, eles enfrentam um perigoso grupo de madeireiros que querem destruir a floresta, colocando pessoas, flora e fauna em risco.

Navegando pelos rios Amazonas, Solimões, Negro e Tapajós, os amigos têm encontros surpreendentes com a Iara e o Curupira, além de momentos inesquecíveis no meio da belíssima natureza local. Nesta viagem repleta de aventuras e descobertas, Pilar vive experiências incríveis e transformadoras.

Anda, Diana

Quero falar do que escondemos. Não existi quase toda a minha vida por culpa da crença de ter de existir num corpo que não era o meu. Vou parar de pedir desculpa ao policiamento da norma, que destrói tudo que difere dela própria. Não sou incompleta. Quero parar esta violação da minha intimidade e ninguém me dirá como ser. Deixei de procurar o meu corpo no corpo do outro e encontrei-me com o outro. No trato secreto que faz do meu corpo um contador de histórias, encontrei o sentido do seu estado íntimo e real.

Acolhimento condicionado ao apoio da DGArtes.

O Marido do Meu Marido

Natália é jovem, destemida e, na sua pouca idade, gere uma empresa de produção de biscoitos da sorte. Nelson é subtilmente menos jovem, mas igualmente destemido. Apostou todas as fichas neste amor inevidente.

Não há diferenças entre os dois que os faça ver a relação de forma negativa. Tem tudo para dar certo! Até começar a dar errado… É no estabelecimento da rotina e nas sucessivas discussões entre o casal que Natália irá descobrir que, afinal, estava num relacionamento a três. Apenas convinha que Nelson a tivesse informado.

Esta comédia dramática retrata com profundidade e realismo as dores e as delícias de uma relação conjugal, abordando temas-tabu como sexo, diferença de idades e fidelidade. Há traições que doem mais do que outras. Mas, no fundo, tanto faz.

O Desassossego de Fernando Pessoa

Fernando Pessoa faz um balanço bastante peculiar nos últimos três dias em que sabia estar próximo da morte, que ele havia previsto. Internado no Hospital São Luís dos Franceses, em Lisboa, vítima de pancreatite, mesmo assim o humor não o abandona.

Acolhimento condicionado ao apoio da DGArtes.

Gandhi, Um LÍder Servidor

Gandhi anuncia o início de mais um jejum para despertar a consciência dos líderes do Ocidente e do Oriente para a paz mundial. O jejum que ele propõe é que os povos deixem de se alimentar com pensamentos desequilibrados, preconceitos e sentimentos sombrios. Convida a plateia a fazer uma longa e sensível reflexão sobre a liderança, a não-violência e introduz princípios ético-filosóficos nas relações humanas, falando sobre integração, cooperativismo e amor.

Acolhimento condicionado ao apoio da DGArtes.