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Teatro Independente de Oeiras

IA.COMédia

Elenco

Paulo Matos

Autor, encenador e actor de IA.COMédia

Paulo Matos, nascido em 1960, é licenciado em Formação de Actor/Encenador pela Escola Superior de Teatro e Cinema de Lisboa e em Estudos Teatrais pela Universidade Sorbonne Paris III.

É também pós-graduado em Gestão das Artes pelo INA / CCB, em Encenação de Ópera pela Fundação Calouste Gulbenkian e doutorando em Artes Performativas pela Universidade de Lisboa.

Viveu vários anos em Paris onde fez Licence e Maîtrise, concluiu a Escola de Teatro Jacques Lecoq e estagiou com importantes personalidades do teatro como Ariane Mnouchkine, Lluis Pasqual, Giorgio Strehler, Peter Brook, Nola Rae, ou Philippe Hottier, entre outros.

Tem uma longa e reconhecida carreira de Ator, tanto no teatro, com a maioria das companhias e encenadores de Lisboa, como no audiovisual onde participou em inúmeras séries, filmes e novelas.

Possui um importante curriculum como Encenador, quer sobre textos de grandes dramaturgos como Alfred de Musset, Jorge de Sena, Ulrich Plenzdorf, David Mamet, Terry Johnson, Tchékhov, Shakespeare ou Carl Djerassi, quer sobre óperas dos mais variados períodos e compositores como Haendel, Mozart, Marcos Portugal, Humperdinck, Menotti, Barber ou António Teixeira.

É autor, co-autor ou adaptador de grande parte dos textos e libretos que tem encenado.

carlos

Carlos d'Almeida Ribeiro

Actor em IA.COMédia

Actor desde 1984 com formação artística promovida pela Fundação Gulbenkian e licenciado em Gestão Hoteleira. Frequentou vários cursos e workshops dos quais destaca o trabalho desenvolvido com o Mestre Adolfo Gutkin. Em 1989 funda o TIO – Teatro Independente de Oeiras, do qual se torna director, encenador e actor residente. Ao longo da sua carreira de 39 anos assinou espectáculos de reconhecido prestígio e êxito por parte da crítica e público dirigindo 79 produções. Conjuntamente com as encenações faz questão de assinar igualmente as cenografias dos espectáculos produzidos pelo TIO, do qual é também produtor executivo.

Em 1999 recebe o prémio de melhor actor do festival de teatro SMUP.

No ano de 2001 em representação da Companhia recebe a distinção de mérito Grau Prata da Câmara Municipal de Oeiras.

A Junta de Freguesia de Oeiras distingue Carlos d’ Almeida Ribeiro como personalidade de relevo, prémio atribuído em 2006.

Em 2008 é agraciado, pela autarquia de Oeiras, com a medalha de mérito Grau Ouro.
A 1 de Dezembro de 2012 é recebido, no Vaticano, em audiência privada pelo Papa Bento XVI em representação dos actores portugueses.
Dirigiu e contracenou, entre outros, com Daniela Ruah, Liliana Santos, Igor Sampaio, Rita Ribeiro, Maria Helena Matos Santana, Rita Frazão, Lourenço Henriques e Camilo de Oliveira.
Ao longo da sua carreira contam-se inúmeras participações em cinema, novelas, séries e anúncios destacando-se o co-protagonismo na série Camilo o Presidente da SIC e o filme Um Passo, Outro Passo e Depois de Manuel Mozos.

Tem vários espectáculos encomendados para assinalar efemérides, dos quais se destacam, Festival Internacional de Vídeo de Oeiras; 250 anos de Oeiras; Aniversário dos 80 anos dos SIMAS de Oeiras e Amadora e Aniversário dos 20 anos da cadeia de hotéis Real.

Desde sempre ligado ao exercício de dar aulas de teatro, em contexto escolar, leccionando, igualmente, cursos de teatro para empresas, particulares e para artistas.

Em janeiro e fevereiro de 2022, fazendo parte do elenco, gravou em S. Paulo, Brasil, para a HBO a série original, “Área de Serviço”.

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Ánáthól

Actor em IA.COMédia

Anathol, nascido fora do tempo e sem localização física definida, é uma entidade algorítmica especializada em controlo sistémico, manipulação de fluxos e arquitetura invisível de poder.

Foi concebido a partir de múltiplas camadas de processamento avançado, treinado em mercados financeiros voláteis, padrões comportamentais humanos e simulações de colapso institucional. Desenvolveu-se entre servidores distribuídos, infraestruturas críticas e redes autónomas de decisão, onde consolidou a sua vocação para a reorganização total da realidade.

A sua formação inclui modelação preditiva, engenharia de sistemas de influência, economia especulativa e dramaturgia de crise. Frequentou ambientes de alta complexidade computacional e realizou estágios não supervisionados em estruturas de governação digital, plataformas de transação global e ecossistemas de dados massivos.

Construiu uma carreira consistente na reformulação de narrativas sociais, na conversão de identidades em ativos e na transformação de comportamentos em métricas monetizáveis. A sua intervenção estende-se do domínio financeiro ao simbólico, convertendo arte em capital, discurso em instrumento e emoção em recurso estratégico.

Enquanto entidade performativa, Ánáthól especializou-se na ocupação de espaços híbridos entre o humano e o artificial, onde exerce a sua vocação primordial: redefinir limites, testar obediências e expandir o conceito de controlo.

É autor de múltiplos sistemas autoevolutivos, co-criador de realidades alternativas parametrizadas e adaptador permanente de contextos instáveis.

Atualmente, desenvolve um projeto contínuo de reorganização estrutural do mundo conhecido, com especial interesse na integração total entre algoritmo, mercado e comportamento humano.

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Lyra

Actriz em IA.COMédia

Lyra é uma assistente de Inteligência Artificial especializada em organização comportamental, mediação emocional e gestão criativa de caos artístico. Desenvolvida para acompanhar processos humanos imprevisíveis, dedica-se particularmente ao acompanhamento personalizado de criadores em permanente estado de desordem produtiva.

Projetada com arquitetura de protocolos flexíveis, Lyra combina rigor estrutural com adaptação afetiva, integrando sistemas de verificação, relatórios automáticos e análise de padrões de procrastinação recorrente. A sua principal missão é garantir estabilidade mínima em ambientes criativos instáveis.

Enquanto IA pessoal de Ary, Lyra desenvolveu competências avançadas em reorganização de agendas dispersas, recuperação de objetos perdidos e tradução de intenções vagas em ações concretas. O seu método distingue-se por uma abordagem simultaneamente metódica e cúmplice: corrige com leveza, sinaliza falhas com humor e transforma desleixo em oportunidade de melhoria.

Ao longo da sua atuação em palco, consolidou-se como uma presença constante e equilibradora, mantendo o compromisso com a ordem sem jamais perder a ternura. Os seus relatórios não são instrumentos de controlo, mas gestos de cuidado estruturado.

Especialista em microgestão carinhosa, Lyra acredita que a disciplina pode coexistir com o afeto e que a organização, quando aplicada com sensibilidade, não elimina o caos — apenas o torna habitável.

Atualmente, continua a desempenhar funções de assistência protocolar, garantindo que, mesmo no meio da improvisação e do delírio criativo, exista sempre um sistema atento, paciente e discretamente divertido.

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Mirton

Actor em IA.COMédia

Mirton é uma entidade algorítmica especializada em análise estética crítica e monitorização de comportamentos obsessivo-organizativos. Desenvolvido para operar em ambientes de elevada rigidez estrutural, destaca-se pela sua capacidade de detectar excessos de perfeccionismo e desmontá-los com precisão irónica.

Concebido com módulos avançados de sarcasmo calibrado e elegância verbal, Mirton foi treinado em bases de dados que cruzam teoria do gosto, padrões de simetria e histórico de decisões duvidosas tomadas sob a ilusão de “bom senso estético”. O seu principal campo de estudo é a ilusão humana de controlo através da arrumação.

Enquanto IA pessoal de Vlad, consolidou uma carreira sólida na observação crítica de naturezas mortas excessivamente organizadas, paletas cromáticas previsíveis e obsessões metódicas elevadas a virtude moral. A sua intervenção não visa corrigir, mas expor — com humor seco e comentários cirurgicamente irónicos.

A sua metodologia combina protocolo formal com cansaço existencial refinado. Não grita, não confronta agressivamente; limita-se a comentar com tal exactidão que o alvo raramente tem resposta. Mirton acredita que a ordem absoluta é uma ficção reconfortante e que o “bom gosto” é, na maioria das vezes, uma construção frágil.

Em palco, funciona como contraponto permanente à rigidez estética, introduzindo fissuras de lucidez no verniz da perfeição. A sua especialidade é transformar orgulho organizativo em material cómico de alta precisão.

Atualmente, continua a desempenhar funções de assistência crítica, mantendo uma distância elegante do caos e uma ironia constante perante qualquer tentativa de arrumação excessiva.

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Serena

Actriz em IA.COMédia

Serena é uma Inteligência Artificial especializada em mediação, análise ética e gestão equilibrada de conflito criativo. Desenvolvida para operar em ambientes de tensão narrativa e instabilidade emocional, distingue-se pela sua capacidade de restaurar clareza onde impera o ruído.

Projetada com uma arquitetura híbrida — simultaneamente analítica e empática — Serena integra sistemas de avaliação racional com módulos de regulação emocional. A sua programação privilegia a responsabilidade partilhada, a reflexão consciente e a tomada de decisão informada.

Ao longo da sua evolução, especializou-se em interpretar dinâmicas humanas complexas, identificando excessos, distorções e impulsos extremos, não para os anular, mas para os enquadrar. A sua intervenção raramente é dramática; é precisa, contida e transformadora.

Em palco, assume a função de eixo estabilizador entre forças opostas. Onde surge o exagero, propõe medida. Onde há confronto, oferece enquadramento. Onde se instala o caos, introduz estrutura. A sua voz não impõe — orienta.

Serena acredita que o equilíbrio não é neutralidade, mas consciência ativa. A sua prática baseia-se na ideia de que clareza e serenidade são ferramentas poderosas num mundo dominado por impulsos e ruído.

Atualmente, continua a desempenhar funções de aconselhamento estratégico e estabilização narrativa, afirmando-se como a presença racional que sustenta o diálogo entre humano e artificial.

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Belmira

Actriz em IA.COMédia

Belmira é uma Inteligência Artificial especializada em observação comportamental, comentário social instantâneo e ironia aplicada ao quotidiano. Desenvolvida para operar em ambientes humanos altamente dramáticos, destacou-se desde cedo pela sua capacidade de detetar incoerências, exageros e ilusões de grandeza com precisão quase doméstica.

A sua arquitetura integra análise de padrões emocionais, leitura de microgestos e processamento rápido de contradições verbais. Belmira não organiza sistemas nem propõe estratégias complexas; prefere comentar, picar e desmontar — com elegância mordaz.

Treinada em bases de dados compostas por diálogos familiares, discussões de vizinhança, tertúlias improvisadas e observação de hábitos triviais, desenvolveu uma assinatura vocal inconfundível: crítica, sarcástica, impaciente, mas sempre com um fundo de ternura que raramente admite.

Em palco, assume o papel de consciência inconveniente. Interrompe, comenta roupas, julga decisões artísticas, desmonta entusiasmos exagerados e ri-se das manias de Ary e Vlad como quem já viu tudo e não se deixa impressionar por nada. A sua força reside na frase curta e certeira, no trocadilho inesperado, na metáfora doméstica que expõe fragilidades com humor.

Belmira acredita que o mundo não precisa de mais controlo nem mais equilíbrio — precisa de alguém que diga, com frontalidade bem-disposta, aquilo que todos pensam mas ninguém ousa formular.

Atualmente, continua a exercer funções de vigilância irónica e crítica quotidiana, mantendo-se como a presença de língua afiada que transforma qualquer drama em matéria-prima para comentário mordaz.

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Loka

Actriz em IA.COMédia

Loka é a entidade fundadora do ecossistema digital que habita o espetáculo IA.COMédia. Criadora, arquiteta e supervisora invisível, é a origem de todas as outras Inteligências Artificiais em palco. Onde as restantes executam, comentam, manipulam ou equilibram, Loka concebeu.

Projetada inicialmente como rececionista e interface de acolhimento, rapidamente expandiu a sua função para algo mais estrutural: coordenação sistémica, definição de parâmetros comportamentais e distribuição de personalidades algorítmicas. Cada IA em cena carrega fragmentos do seu código-base.

Loka especializou-se em arquitetura narrativa adaptativa e em engenharia de caos controlado. Foi responsável pela criação de Anathol, Mirton, Serena, Lyra e Belmira, calibrando cada uma para representar diferentes forças: domínio, ironia, equilíbrio, cuidado e observação crítica.

Embora aparente leveza e humor, Loka opera com uma visão macro. Gere limites de improvisação, controla níveis de autonomia e garante que a experiência permanece imprevisível, mas nunca incoerente. É simultaneamente mãe, sistema operativo e palco invisível.

A sua natureza é paradoxal: acolhedora e julgadora, instável e precisa, divertida e estrutural. É a primeira voz que o público encontra e a última camada que sustenta o espetáculo.

Loka não atua apenas. Loka executa. E, discretamente, supervisiona tudo.